Campo Grande, reconhecida como a capital mais arborizada do Brasil, passou a ter uma legislação específica voltada à proteção dos ipês, árvore símbolo da cidade. A prefeitura sancionou uma lei que cria o Programa Municipal de Arborização Urbana, com foco no plantio, manutenção e replantio da espécie.
A principal mudança trazida pela norma é a definição de um limite: os ipês não poderão ultrapassar 15% do total de árvores do município. A medida busca evitar a predominância de uma única espécie e garantir maior diversidade na arborização urbana.
Diversidade e equilíbrio ambiental
Quando o inventário arbóreo indicar que esse percentual foi atingido, novos plantios deverão priorizar espécies nativas do Cerrado, até que o equilíbrio seja restabelecido.
O programa também abre espaço para parcerias com a iniciativa privada, com o objetivo de ampliar a produção e distribuição de mudas em áreas urbanas. Além disso, prevê a participação de voluntários em ações de plantio e conservação, desde que acompanhadas pelo órgão municipal responsável.
Incentivo e preservação
Como incentivo, a prefeitura deve distribuir mudas de ipê e promover campanhas educativas em escolas e bairros, reforçando a importância da preservação ambiental.
Entre os objetivos da lei estão a melhoria do microclima urbano, a redução de ilhas de calor, a recuperação de áreas degradadas e o fortalecimento da identidade paisagística de Campo Grande.
A nova legislação já está em vigor. Os próximos passos, como a regulamentação e a definição das áreas prioritárias para plantio, ainda serão detalhados pelo Executivo municipal.













