A Atvos lançou, nesta segunda-feira (1º), a pedra fundamental da nova planta de etanol de milho da Unidade Santa Luzia, em Nova Alvorada do Sul. O empreendimento receberá investimento superior a R$ 1 bilhão e será o primeiro complexo de transição energética do Brasil a integrar a produção de etanol de cana-de-açúcar, etanol de milho e biometano. A cerimônia reuniu autoridades estaduais, municipais e representantes do setor sucroenergético.
A unidade terá capacidade para processar 642 mil toneladas de milho por ano e produzir 273 milhões de litros de etanol anualmente. O projeto também prevê a fabricação de DDG, utilizado na alimentação animal, além de óleo de milho. Durante a fase de obras, a expectativa é de geração de aproximadamente 2 mil empregos.
O CEO da Atvos, Bruno Serapião, afirmou que a combinação entre cana e milho permitirá produzir um combustível com menor emissão de carbono.
“O etanol de Santa Luzia já é o melhor de cana, que são 15 gramas. Com o milho junto, vai ficar abaixo de 10, perto de 7. Não tem etanol no mundo que faça isso. A nossa função é que esse complexo seja o primeiro lugar do mundo de etanol de carbono negativo”, disse.
Serapião destacou que o milho amplia a eficiência da operação e fortalece outras cadeias produtivas. “A gente produz etanol, produz DDG, que vai servir para os confinamentos, e produz óleo de milho para alimentação. É uma bioenergia e um fator de conversibilidade de cadeia muito importante. Só o Brasil tem isso”, afirmou.
O governador Eduardo Riedel afirmou que Mato Grosso do Sul possui capacidade para atender à demanda da nova indústria e destacou que o Estado mantém equilíbrio entre produção e consumo de milho. “Hoje a gente consome praticamente o que produz, mas o Brasil produz muito mais milho do que consome. Então é tranquilo esse balanço de produção, uso e demanda, e não tem nenhum problema para atrair novos investimentos que consumam milho”, declarou.
Durante entrevista à Rádio Jota FM, Riedel também informou que o projeto para pavimentação da estrada de acesso entre a BR-267 e a unidade da Atvos já está em andamento.
O governador ressaltou ainda os impactos econômicos do empreendimento. “O melhor programa social que existe é o emprego. A Atvos, ao fazer esse investimento aqui, dá mais um sinal de confiança no Estado e fortalece um setor estratégico para Mato Grosso do Sul, para o Brasil e para o mundo”, afirmou.
O prefeito de Nova Alvorada do Sul, Paulo Paleari, disse que o município vem ampliando a estrutura para atender ao crescimento populacional esperado com a instalação da nova planta.
“Hoje a gente tem mais vagas nas escolas e já estamos ampliando os investimentos na saúde. Tenho certeza de que Nova Alvorada do Sul viverá uma grande transformação com a chegada desses novos investimentos”, afirmou.
O ex-secretário estadual de Meio Ambiente, Jaime Verruck, destacou que a produção de biometano representa um avanço na substituição de combustíveis fósseis. “Assim que terminar o projeto de biometano, vamos substituir 48 milhões de litros de diesel. Isso significa menos emissão de carbono e um combustível produzido aqui no estado”, disse.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gerson Claro, atribuiu a chegada do investimento ao ambiente favorável para novos negócios em Mato Grosso do Sul. “A confiança gerada por esse ambiente faz o empreendedor acreditar e investir. Um empreendimento desse movimenta toda a economia e melhora a vida das pessoas”, afirmou.















