Fenômeno raro, Lua Azul ilumina o céu de Campo Grande neste sábado

O último fim de semana de maio reserva um espetáculo especial para quem gosta de observar o céu. Neste sábado (30), moradores de Campo Grande poderão acompanhar a chamada “Lua Azul”, fenômeno astronômico raro que será destaque de uma programação gratuita de observação promovida no Planetário da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

A atividade será realizada das 18h30 às 20h30 e contará com telescópios, sessões imersivas e apresentações científicas abertas ao público. A iniciativa é organizada pelo Clube de Astronomia Carl Sagan e marca a primeira edição do evento realizada no Planetário da UFMS.

Apesar do nome, a Lua não apresentará coloração azul. O termo é utilizado para definir a segunda Lua Cheia registrada dentro de um mesmo mês do calendário, situação que ocorre devido à diferença entre o ciclo lunar, que dura cerca de 29,5 dias, e os meses do calendário convencional.

O fenômeno é considerado incomum e costuma acontecer apenas a cada dois ou três anos. Por isso, desperta a atenção de astrônomos e curiosos em diversas partes do mundo.

Além da observação da Lua, os participantes poderão acompanhar constelações e outros astros visíveis no céu noturno com o auxílio de equipamentos astronômicos. A programação também inclui sessões imersivas no Planetário, com capacidade para 35 pessoas por sessão e distribuição de senhas no local.

Outra atração da noite será a participação do projeto DemoFísica, que realizará demonstrações científicas interativas voltadas ao público de todas as idades.

Segundo o astrônomo Gabriel Hickel, parceiro do programa “O Céu em Sua Casa”, do Observatório Nacional, a Lua Cheia deste fim de maio apresenta uma característica adicional. Além de ser uma Lua Azul, ela também será uma microlua, fenômeno registrado quando o satélite natural atinge a fase cheia enquanto está em seu ponto mais distante da Terra.

De acordo com o especialista, a Lua estará a cerca de 406 mil quilômetros do planeta e poderá parecer ligeiramente menor e menos brilhante do que uma superlua, embora a diferença seja praticamente imperceptível a olho nu.

Outro destaque previsto para a observação é a proximidade aparente entre a Lua e Antares, a estrela mais brilhante da constelação de Escorpião, conhecida por sua tonalidade avermelhada.

Ainda conforme os astrônomos, os melhores momentos para observar e fotografar o fenômeno acontecem durante o nascer e o pôr da Lua. Nessas situações ocorre a chamada “ilusão lunar”, efeito visual que faz o satélite parecer maior quando está próximo ao horizonte.

O Planetário da UFMS está localizado no campus da universidade, na Avenida Costa e Silva, na região do Bairro Pioneiros. A participação é gratuita.

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