O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) teve participação de destaque no 97º Encontro Nacional de Corregedoras e Corregedores-Gerais da Justiça do Brasil (Encoge), realizado entre os dias 6 e 8 de maio, em Goiânia (GO). O evento reuniu representantes do Judiciário brasileiro para discutir propostas de modernização da Justiça, com foco em inovação tecnológica, governança fundiária e proteção de grupos vulneráveis.
A atuação sul-mato-grossense foi marcada pela condução de oficinas temáticas e pela contribuição direta na elaboração da Carta de Goiás, documento final aprovado por unanimidade pelos corregedores e que reúne 12 diretrizes estratégicas para o aprimoramento do sistema judiciário nacional.
Entre os principais destaques está o item 10 da Carta, desenvolvido a partir de práticas implantadas pela Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ) do TJMS. O enunciado recomenda o aprimoramento do modelo correcional por meio de planos de gestão individualizados, utilizando ferramentas de Business Intelligence e integração com critérios do Prêmio CNJ de Qualidade e das Metas Nacionais do Poder Judiciário.
Durante o encontro, o juiz auxiliar da CGJ-TJMS, Vinicius Pedrosa Santos, ministrou a oficina “Correição Judicial 4.0: transformando a fiscalização em ferramenta de gestão e eficiência para o Poder Judiciário”, que serviu de base para a recomendação nacional aprovada no documento final.
O corregedor-geral de Justiça do TJMS, Ruy Celso Barbosa Florence, também participou da programação ao lado da juíza auxiliar Jacqueline Machado. Ambos conduziram oficina sobre o “Provimento-CGJ nº 347/2025”, que autoriza a averbação do pertencimento étnico-racial quilombola nos registros de nascimento, destacando o papel dos serviços extrajudiciais na promoção da cidadania.
Sediado pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), o Encoge ainda abordou temas considerados prioritários para o Judiciário contemporâneo, como o uso ético da Inteligência Artificial Generativa e políticas de apoio a magistradas e servidoras em situação de gestação e adoção.
Durante a abertura do encontro, o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, ressaltou que o evento promove a construção de boas práticas capazes de gerar impactos positivos para toda a sociedade.
O encontro foi encerrado com a leitura oficial da Carta de Goiás, assinada pelo presidente do Colégio de Corregedoras e Corregedores da Justiça do Brasil (CCOGE), desembargador Cláudio Brandão de Oliveira, e pelo presidente do Fórum Fundiário Nacional, desembargador Anderson Máximo de Holanda.















