A Receita Federal registrou um recorde no volume de restituições do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) no último dia do prazo para entrega da declaração. Ao todo, cerca de R$ 16 bilhões serão pagos a aproximadamente 8,7 milhões de contribuintes.
O anúncio foi feito nesta sexta-feira (29), data limite para o envio das declarações referentes ao exercício de 2026.
Além do valor recorde das restituições, a Receita também observou crescimento na adesão à declaração pré-preenchida. Até a tarde de sexta-feira, o modelo representava 59,8% de todas as declarações enviadas. No mesmo período do ano passado, esse percentual era de 50,3%.
Receita aposta em declaração totalmente automática
Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, o objetivo é avançar para um modelo em que o contribuinte precise apenas conferir as informações já disponíveis no sistema.
“Nós caminhamos cada vez mais para chegarmos àquela diretriz dada pelo ministro da Fazenda, de termos uma declaração 100% pré-preenchida, em que o contribuinte terá apenas que conferir os dados já apresentados pela Receita Federal. Estamos muito próximos disso”, afirmou.
A expectativa do órgão é receber cerca de 44 milhões de declarações até o encerramento do prazo. Em 2025, foram entregues 43,3 milhões de documentos dentro do período estabelecido.
“Devemos atingir esse volume, próximo de 44 milhões de contribuintes, fazendo a declaração do Imposto de Renda”, destacou Barreirinhas.
Malha fina cresce em 2026
A Receita Federal também informou aumento no percentual de declarações retidas para verificação. Neste ano, 4,97% dos documentos enviados caíram na malha fina, ante 4,68% registrados em 2025.
De acordo com o supervisor nacional do Imposto de Renda da Pessoa Física, José Carlos Fonseca, o crescimento está relacionado à substituição da Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf) pelo sistema eSocial.
“Com essa mudança, a gente percebeu que as informações que estavam chegando no eSocial não estavam 100% corretas. Algumas empresas entregavam de forma incorreta, classificando as verbas de forma incorreta”, explicou.
Segundo Fonseca, a maior parte das inconsistências já foi corrigida pelas empresas, mas alguns ajustes ainda continuam sendo realizados.
Orientação para quem caiu na malha
Para os contribuintes que tiveram a declaração retida mesmo após o preenchimento correto dos dados, a recomendação da Receita é aguardar a atualização das informações pelas fontes pagadoras.
“Se ele entregou a declaração corretamente, de acordo com os comprovantes que possui, e está em malha por alguma divergência, tranquilo. A empresa deve estar retificando e ele não tem que fazer nada. A própria declaração será reanalisada quando essa informação chegar”, esclareceu o supervisor.
A Receita reforça que, nesses casos, não é necessário enviar nova declaração ou realizar qualquer procedimento adicional até que a análise seja concluída.














